A vasta programação ambiental realizada nos últimos três dias no Ministério Público do Amapá (MP-AP) encerrou neste sábado (24) com a realização da I Feira Agroé
Vida, instalada na Praça da Samaúma, em frente ao prédio da Procuradoria-Geral de Justiça, e com a visita técnica em área de ressaca, coordenada pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAOP Ambiental).
A I Feira AgroéVida, organizada em parceria com a Prefeitura de Macapá, reuniu agricultores da Área de Proteção Ambiental (APA) da Fazendinha e de São
Joaquim do Pacuí com vendas de hortifrutis, plantas, óleos de andiroba e pracaxi. Do sul do Estado, veio a produção de biscoitos e doces a base de castanha da Associação de Mulheres do Cajari. Teve ainda, o artesanato indígena de Macapá e do Parque do Tumucumaque, além da distribuição de mudas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMAM).
“Gostei muito da ideia. É interessante esse olhar dos organizadores, pois os agricultores precisam de apoio para escoar a produção. Esse incentivo é importante também para os consumidores, que podem comprar produtos aqui da nossa terra, sem conservantes e bons para saúde”, disse a professora Socorro Pires.
Para a artesã Márcia Leite, que trabalha com material reciclável à base de escamas e couro de peixes, a feira foi uma nova vitrine para exposição da sua arte. “ Também produzo biojoias com sementes de frutos da região e sempre que tempos oportunidades como essa, conseguimos conquistar novos clientes”, disse.
Visita técnica
A coordenadora do CAOP Ambiental, promotora de Justiça Ivana Cei, coordenou a visita à uma área de ressaca do bairro Congós, acompanhada do técnico da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Prodemac), Michael Ribeiro, que teve por objetivo mostrar a realidade dessas moradias ao professor doutor da The New School University, Peter Lucas, e aos alunos do curso de Arquitetura da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), sob a coordenação da professora Bianca Moro.
Peter Lucas participou do I Ciclo de Palestras Ambientais contribuindo com seus conhecimentos adquiridos e na produção e edição de documentários e do filme “Housing Problems”. Sua proposta é desenvolver uma parceria com o MP-AP e o projeto de extensão “Planejando com a Comunidade”, coordenado pela professora Bianca, que descreve a ocupação informal das áreas de ressaca de Macapá.
Michael Ribeiro falou dos inúmeros procedimentos instaurados na Prodemac relacionados às áreas de ressaca, enquanto que Ivana Cei explicou como é atuação do Ministério Público junto aos órgãos governamentais para solucionar os problemas vivenciados por essas populações.
Ao final, a promotora de Justiça fez uma avaliação positiva do evento. “Com o Ciclo de Palestras promovemos discussões com os acadêmicos sobre todos os problemas ambientais que é um enriquecimento muito grande, em face que nós temos grandes parceiros envolvidos nas causas do meio ambiente como o município de Macapá, a Assembleia Legislativa e a própria Universidade Federal do Amapá. Isso trouxe uma visibilidade para essa discussão e também soluções para problemas muito antigos dentro de Macapá. E, com a I Feira AgroéVida, em que vieram produtores de vários lugares do Estado para comercializar seus produtos, dando a eles a devida importância dentro do desenvolvimento econômico do Estado”, avaliou Ivana Cei.
A coordenadora do CAOP Ambiental também destacou a visita técnica com o professor Peter Lucas que pôde ver como são diferenciadas nossas habitações dentro dos rios e igarapés, uma característica própria do nosso povo ribeirinho e finalizou com agradecimentos. “Este Ciclo se fechou hoje. Considero que foi muito proveitoso e aproveito para agradecer a todos que participaram. Estou muito satisfeita e acho que fechamos com chave de ouro”, manifestou Ivana Cei.
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