A Promotoria de Justiça de Investigações Cíveis e Criminais (PICC) e o Núcleo de Inteligência do Ministério Público do Amapá (MP-AP), em ação conjunta com a Delegacia Especializada de Crimes Contra o Patrimônio (DECCP), elucidaram, na segunda-feira (26), o bárbaro crime de roubo seguido de morte de Ivá Rodrigues Pereira, 77 anos de idade.
Em entrevista coletiva concedia à imprensa, nesta terça-feira (27), o promotor de Justiça Flávio Cavalcante e o delegado de Polícia Civil Celson Pacheco, informaram que Denilson Araújo Lobato, 18 anos, Raiany Barbosa dos Santos, 20 anos, e Aleandro Rodrigues Lobato, 25 anos, confessaram o crime praticado no último dia 11 de setembro, na linha D, do Km 9, em Macapá.
A investigação, iniciada logo após o crime, revelou que Denilson e Raiany praticaram diretamente o roubo. Raiany conhecia Ivá e sabia que no dia 10 de cada mês o idoso recebia seus proventos. Consta na apuração do MP-AP, que na noite do dia 10 de setembro, Raiany bateu à porta da casa, aberta pela vítima, facilitando a entrada de Denilson, armado com uma “garrucha” de fabricação caseira. Em face da resistência, a vítima foi amarrada e golpeada com uma faca por Denilson e Raiany.
Com o investigado Aleandro foi encontrado o aparelho de telefonia celular roubado da vítima. A arma de fabricação caseira, utilizada para o cometimento do crime, fornecida por Aleandro, também foi apreendida.
Os investigados praticaram o crime de roubo seguido de morte, previsto no artigo 157, § 3º, última parte, do código penal, que prevê penas de prisão de 20 a 30 anos, posse irregular de arma de fogo, previsto no artigo 16 da Lei 10823/2006, com pena de reclusão de 3 a 6 anos.
A juíza plantonista, Mayra Julia Teixeira Brandão, decretou a prisão preventiva dos investigados após representação do Ministério Público e da Polícia Civil, argumentando, em sua decisão que “não acolher o pedido seria legitimar a barbárie gratuita e deixar crescer na sociedade a sensação de que o crime compensa”.
Flávio Cavalcante destacou o trabalho de investigação do NIP e a parceria com o delegado Celson Pacheco no combate à criminalidade. “Esse é um trabalho sistemático realizado pelo Ministério Público e a Polícia Civil, especialmente, com a Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, que a cada dia pretendemos intensificar com a realização de ações conjuntas como esta, que possibilitam a elucidação de crimes, até porque são instituições que trabalham, colaborando entre si, em beneficio da sociedade, em prol da comunidade”, ressaltou o promotor de Justiça.
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