file 1O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Márcio Augusto Alves, participou nesta quarta-feira (6), no auditório da Procuradoria-Geral do MP-AP, do lançamento do Projeto “Papo de Homem: quebrando paradigmas”. A ação é realizada pelo Governo do Amapá, por meio do Centro de Atendimento à Mulher e a Família (Camuf), que compõe a Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM).
 
O objetivo da medida é combater e prevenir a violência doméstica/social, bem como incentivar a convivência pacífica entre os gêneros, integrando os homens numa sociedade sem abusos contra as mulheres, assim como desconstruir estereótipos machistas.
 
Papo de Homem
 
O Papo de Homem consiste em uma frente integrada entre instituições e sociedade civil para fortalecer a papo de homemreflexão e conscientização dos cidadãos no enfrentamento à violência. Durante o evento foi debatida a Lei Maria da Penha, o machismo, o controle da agressividade, o uso de álcool e outras drogas, a separação, a divisão de bens e a guarda dos filhos, dentre outros temas.
 
A programação está inclusa na campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, lançada em novembro.
 
“Estou muito orgulhosa de estar aqui hoje em prol da campanha contra a violência à mulher e ver que o auditório está repleto de homens que estão junto com a gente nessa luta, é gratificante. Parabéns aos que vieram prestigiar e saber um pouco mais em como ingressar nessa batalha. Agradecemos ao MP-AP pelo apoio à nobre causa”, salientou a titular da SEPM, Aline Gurgel.
 
MP-AP engajado
 
O MP firmou recentemente uma parceria com Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Macapá, visando possibilitar o desenvolvimento de um aplicativo que acionará ajuda às mulheres em situação de violência e será mais um instrumento de fortalecimento do trabalho realizado pela Rede de Atendimento à Mulher – RAM. Quem está na coordenação da medida é a promotora de Justiça Andréa Guedes, também em exercício na titularidade da Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher e que fez um depoimento que encorajou os presentes no combate da violência doméstica.
 
file4“Fui vítima de violência, há uns 10 anos, pelo meu ex-marido. Decidi que falaria sobre isso hoje, tendo em vista o grande número de homens que estão na plateia. A dor, ela é intrínseca, estende-se a todos ao nosso redor e principalmente aos nossos filhos. Isso prova que não é somente a mulher sem estudo, ascensão social, que sofre a violência, como muitos acreditam. É muito difícil para eu falar sobre esse assunto, mas em prol das mulheres amapaenses, eu estou me despindo neste momento para eludir que essa violência está presente em qualquer ramo de nossa sociedade”, revelou a promotora.
 
“Eu sou promotora de Justiça de investigação criminais. Estou substituindo a promotora titular da Promotoria da Mulher que se encontra em licença maternidade. A partir da oportunidade, pude conhecer pessoas incríveis. Com isso, pude compreender que posso ajudar ainda mais. Os homens que agridem, estão doentes. Nós precisamos nos preocupar com o processo e ajudá-lo”, finalizou Andrea Guedes em seu depoimento.
Campanha Laço Branco e apoio
 
Durante o evento, foi lançada a campanha Laço Branco, que visa auxiliar na conscientização da sociedade sobre o tema. Na ocasião, o procurador-file2geral do MP-AP, Márcio Alves, garantiu engajamento institucional à causa e ressaltou que o órgão ministerial apoia todas as ações da Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher.
 
“Ficamos felizes de receber todos vocês, homens e mulheres, aqui no nosso Ministério Público para abordar esse tema tão polêmico, então hoje, com o laço branco, que possamos ter uma cultura não de homem machista, de homem que se julga o todo poderoso, mas um homem afetivo que compartilha com sua companheira, sua mãe, família, com suas relações de trabalho um relacionamento saudável e honroso. Nós homens somos parte da sociedade, não há necessidade de uma lei ‘João da Penha’, precisamos nos conscientizar e o mais importante disso é que nós precisamos compartilhar com as nossas mulheres gestos de amor e de carinho. Não há nenhuma vergonha nisso”, salientou o PGJ.
 
Multiplicadores  
 
file3Além dos pronunciamentos da mesa formada por mulheres, durante o evento foram ouvidos depoimentos dos juízes do Tribunal (Tjap), Normandes Sousa e Augusto César; comandante-geral da Polícia Militar (PM-AP), coronel Rodolfo Pereira de Oliveira Júnior; secretário de estado da Segurança Pública; líderes religiosos; presidentes de associações de moradores parlamentares; representantes de entidades de classe; da guarda municipal e movimentos sociais. Todos garantiram adesão à causa no intuito de formular uma pactuação para o trabalho conjunto entre instituições no combate à violência doméstica.
 
O encontro contou com a presença, também, da delegada Clívia Valente, que representou a delegada geral de Polícia Civil do Amapá, Maria de Lourdes Sousa; representantes dos Centros de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM's); do Centro de Atendimento à Mulher e à Família (CAMUF) e sociedade civil organizada. 
SERVIÇO:
Elton Tavares
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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